sexta-feira, 31 de Outubro de 2014, 11:55
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
Crise mudou hábitos dos visitantes do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian

22 de Julho, 2013
Os visitantes do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian mudaram de hábitos devido à crise económica do país, e passaram a escolher os domingos de manhã, quando a entrada é gratuita, para verem as exposições.

Numa entrevista à agência Lusa sobre os 30 anos do CAM, que se celebram a 25 de Julho com o lançamento de uma programação de seis meses, Isabel Carlos, directora da entidade, indicou que a crise não provocou uma diminuição do número de visitantes no centro.

"Ao nível dos visitantes não perdemos, mas reparamos que o público vem mais ao domingo de manhã, porque a entrada é grátis. O público de domingo aumentou imenso e, de terça a sábado, diminuiu", indicou a responsável do CAM, que recebe anualmente uma média de 100 mil visitas.

Para Isabel Carlos "é compreensível" a opção pelo domingo de manhã, "sobretudo no caso das famílias, porque pesa nos seus orçamentos". No CAM, as crianças não pagam até aos 12 anos, e os adultos pagam cinco euros.

Sobre o impacto da crise na própria gestão do CAM, a responsável indicou que "não foi muito", e que este ano até houve um reforço do orçamento para aquisições de obras de arte.

Em vez dos 150 mil euros investidos dos últimos anos, o valor subiu para 300 mil euros em 2013.

"Isto permitiu-nos fazer uma aquisição substancial de três esculturas da Doris Salcedo", criadas pela artista colombiana para a exposição "Plegaria Muda", apresentada no CAM em 2012.

Isabel Carlos explicou a filosofia do centro relativamente à colecção: "Tentamos ter uma memória das exposições que por aqui passam. O CAM deve continuar a ser a melhor colecção de arte portuguesa destes dois séculos, e com pontuações internacionais que são a memória da programação".

"Nesse sentido, o orçamento não foi afectado, mas como houve alguns cortes nos últimos anos, e temos mais despesas porque o IVA subiu, e tudo subiu, temos então, no fundo, menos dinheiro disponível. Vamos experimentar para o ano abrandar a programação", revelou.

Esse abrandamento, segundo a responsável, significa que, "em vez de fazer uma rotação de exposições de três em três meses, cada exposição vai passar a rodar quatro meses".

Isabel Carlos revelou à agência Lusa que, no início de 2014, estão previstas duas retrospectivas antológicas de artistas portugueses - Rui Chafes e João Tabarra - e a primeira exposição em Portugal da artista tunisina Nadia Kaabi Linke, nascida em 1978, que tem vindo a abordar nos seus trabalhos questões como a emigração, a guerra e a relação entre ocidente e oriente.

A directora diz ter uma filosofia muito clara da programação e dos objectivos do CAM: "Deve ser a casa onde os artistas portugueses têm a possibilidade de fazer a sua primeira antológica, ou então, ainda jovens, fazer a sua primeira exposição em museu".

"Os artistas não podem é, sobretudo num momento como este, ficar isolados, a falar sozinhos. A ideia é sempre manter uma programação de um diálogo entre artistas internacionais, que não são conhecidos em Portugal, com artistas portugueses", sustentou.

Isabel Carlos observou que existe uma "tendência para esquecer que o CAM inaugurou em 1983, muito antes de haver um Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid, e um MACBA [Museu de Arte Contemporânea de Barcelona]. O CAM foi o primeiro museu de arte moderna da Península Ibérica".

"A decisão de construir o centro aconteceu em 1979. O Centro Georges Pompidou, em Paris, inaugurou em 1977. Por aqui vemos que a administração da Fundação Gulbenkian, na altura, estava em sintonia com o tempo, e teve muita visão ao decidir construir este segundo museu na fundação, em Lisboa", apontou.

Nos trinta anos que passaram desde essa altura, tanto em Espanha como em Portugal, abriram muitos museus e centros culturais, mas Isabel Carlos volta a sublinhar a importância da colecção do CAM, com mais de 10 mil peças, da qual saem milhares de empréstimos todos os anos.

"Muitos museus não têm acervo e recorrem muito à colecção do CAM. É com base nela que montam muitas exposições", lembrou, apontando que esses empréstimos passam frequentemente despercebidos aos olhos do público.

O dia do aniversário do CAM será celebrado a 25 de Julho, com várias iniciativas, culminando com um concerto no anfiteatro, às 22:00, de entrada livre, com a cantora Maria João, que apresentará o seu mais recente projecto, OGRE.

Lusa/SOL




1 Comentário
donnisinnod
22.07.2013 - 21:20
ghtuyt!!! LUTA POR PORTUGAL !!!!!
entra neste GRANDE jogo online completamente gratis, onde podes ser um grande MILITAR, POLITICO de sucesso, jornalista e muito mais... PRECISAMOS DE AJUDA PARA ESPULSAR OS ESPANHOIS DO NOSSO TERRITORIO..ajuda-nos...
.........
http://bit.ly/11Eyqpf


PUB
PUB
Siga-nos
Assinaturas - Revista FEEL IT (PT)
Siga o SOL no Facebook
Tags mais populares


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt